Desenvolvimento Econômico

Comunidade do Português recebe oficina sobre Turismo Comunitário

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Para colaborar com a estratégia de desenvolvimento econômico local, a turismóloga Nailza Pereira, do Programa Territórios Sustentáveis, realizou uma oficina de turismo comunitário junto à comunidade do Português, no município de Faro. Com mais de 15 presentes, Pereira explicou desde o conceito de turismo tradicional, até as possíveis oportunidades de desenvolvimento econômico local que a comunidade pode se beneficiar desta atividade.

“A comunidade passa por um momento delicado, sem energia e, consequentemente, sem água potável. A mobilização em torno do turismo comunitário pode construir uma relação importante com pessoas de fora da comunidade e contribuir para que o poder público dê atenção a estas questões com mais urgência”, comenta a turismóloga. “Ao mesmo tempo, é uma oportunidade de geração de renda e desenvolvimento de novas habilidades para os moradores da região”, completa.

A oficina atraiu moradores que já atuam em áreas relacionadas ao turismo, como cozinheiras, piloteiros (guias e barqueiros) e mateiros acostumados a andar pelas trilhas da região. Nessa visita, Nailza aproveitou para conhecer algumas trilhas para dentro da Floresta Estadual de Faro, encontrando belas paisagens, igarapés e uma estrutura em construção que poderá receber os turistas.

Turismo comunitário e valorização de saberes tradicionais

Durante a semana, foi possível conversar com a família do Sr. Pedro, enquanto eles produziam farinha de mandioca para ser comercializada em Faro. Ele e sua família fizeram a roça e hoje plantam a mandioca, colhem, descascam, trituram, secam e torram a farinha, em um processo coreografado, muito bonito de se observar. Os olhos de todos se encheram de orgulho quando Nailza comentou que turistas do mundo inteiro pagariam para assistir e participar daquele mesmo ritual, reforçando que “o interessante do turismo comunitário é que as pessoas possam conhecer a realidade dos moradores locais e participar de experiências reais do cotidiano”. A família do Sr. Pedro ficou empolgada com a possibilidade de receber pessoas de outros lugares e viu uma oportunidade de aumentar sua renda, além de se sentirem valorizados por apreciadores de seu meio de vida tradicional.